Yamaha e Dante, sempre presentes! Na Full Sail

O Gigplace sempre defendeu a bandeira da especialização, o futuro aponta a especialização como o caminho para uma mudança radical no mercado do áudio, a cada dia precisamos mais de pessoas especializadas em nichos do mercado de AV, nesse futuro o estudo formal ou informal fará sim a diferença, este post conta como é o formato de aprendizado numa escola de áudio americana, a FULL SAIL , e quem vai nos acompanhar neste passeio é o Eduardo Pinter autor deste texto e a partir de agora colaborador do GIGPLACE .

Primeiramente, quero agradecer ao Lazzaro pelo convite e pela oportunidade de compartilhar um pouco das minhas experiências. Este é meu primeiro post por aqui, e está sendo uma honra poder participar da Gigplace. Um site levado à sério, que sempre trás ótimas informações compartilhadas pelos melhores profissionais do nosso mercado.

Fiz esse post para compartilhar com vocês um pouco do que vi a respeito da Yamaha e de como funciona o sistema deles por aqui. Se você não está entendendo nada, vou explicar.

Há cerca de 6 meses atrás, me mudei para os Estados Unidos para estudar áudio na Full Sail University, que é considerada uma das melhores universidades de audio do país. Ela oferece cursos relacionados a artes (áudio, cinema, games e etc). Meu curso é o “Show Production Bachelor”, que basicamente abrange tudo o que é relacionado à shows ao vivo (com ênfase em áudio) e apresenta de tudo um pouco sobre como as coisas funcionam por aqui no primeiro mundo.

Tá, mas e sobre a Yamaha?

Bom, assim que cheguei por aqui fui correndo ver quais equipamentos a universidade oferecia para os alunos aprender, praticar e aplicar nos testes. Por aqui, eles tem de tudo um pouco, as melhores marcas e modelos do mercado em todos os segmentos (som, luz e vídeo). Além disso, a universidade oferece um venue totalmente dedicado ao meu curso, justamente para os alunos poderem praticarem. Sobre a parte de áudio, adivinha quem também estava por lá? A Yamaha, claro. Logo que cheguei no venue, umas das primeiras consoles que vi foi a Yamaha QL5. Ela e outras marcas ficam em uma sala para os alunos praticarem e prepararem a cena para os labs.

Andando pelo venue, estava curioso para saber qual era o console que estava no monitor, e adivinha? Yamaha CL5 (soube que eles adquiriram em 2013). A turma estava prestes à começar mais um lab (que é um show montado do zero) e um dos alunos já estava configurando e preparando sua cena na CL5. Perguntei para ele: “O que você acha desse console? Qual você prefere?”, e ele respondeu: “Esse aqui, com certeza! É muito simples e prático de fazer todas as operações, além de ter um p*** som!”

Sistema

Por aqui, o sistema é simples e prático. Desde Junho do ano passado, TODO o sistema de áudio do venue é interligado via Dante + RedNet Focusrite. Primeiramente, próximo ao palco, além de ter dois Yamaha Rio3224-D, também há quatro pré-amplificadores RedNet MP8R que servem como splitter para todo o venue. Além do Rio, todos os sinais que chegam até os MP8R, são controlados via Dante pela CL5, e depois splitado para todas as outras salas. O que significa que todas as salas tem acesso à esses canais, porém somente a CL5 tem controle do ganho. Próximo à CL5 fica um computador que administra toda a rede, com o Dante Controller, Dante Virtual Soundcard e RedNet Control. Este é o núcleo do sistema.

No mesmo rack dos MP8R, há um RedNet 2 com 16 entradas e 16 saídas analógicas, onde trafegam sinais de áudio das outras consoles ou dispositivo de áudio dentro da rede Dante. Além disso, eles usam três interfaces RedNet D64R que convertem e conectam Dante em MADI Coaxial e vice-versa. Esses conversores são usados para conectar o sistema Dante em outros consoles (como a DiGiCo, por exemplo). Além de servir para outros consoles, eles também conectam os Pro Tools no RedNet D64R. O que permite fazer gravações em qualquer Pro Tools dentro da rede e também reproduzir para qualquer lugar. Lembrando, tudo isso na mesma rede.

Voltando para a Yamaha, a universidade também oferece para os alunos uma sala denominada “Audio Workstation Lab”. Esta sala contém seis estações de áudio, onde os alunos podem praticar mixagens e se familiarizar com o console simulando uma transmissão de show ao vivo. Cada uma das seis estações contém um console Yamaha M7CL-32, um par de monitores Yamaha MSP5 e outros equipamentos que compõe o sistema. Além disso, cada estação é interligada com uma estação Master, que contém um console Yamaha LS9-16 e um Pro Tools 11 HD. A estação Master é capaz de reproduzir sessões multi-track do Pro Tools (áudio e video) para todas as outras estações via CobraNet Yamaha MY cards.

Se você ficou interessado em dar uma fuçada no site da universidade e nos cursos que a Full Sail oferece, aqui está o link. Lá tem muita coisa interessante, além de contar um pouco da história, mostra um pouco das outras instalações que compõe esse imenso complexo. Bom, é isso. Quero agradecer mais uma vez ao Lazzaro e à todas as pessoas que compartilharam um pouco de conhecimento comigo até hoje, aos amigos da estrada e do Epah Estúdios, e ao Marcio Sschnaidman por essa oportunidade única. Espero que tenham gostado e também espero poder compartilhar mais informações por aqui.

 

 

   Eduardo Pinter
Futuro “Live Sound Engineer”

*Venue:O local onde acontece um evento público ou uma reunião.

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Filed Under: ColaboradoresEntrevistas

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