10 Dicas para trabalhar mixando in ears

Horst Hartmann Monitor enginner na tour FUNHOUSE da cantora PINK  Crédito da foto: site sennheiser

Mark Frink, veterano no uso de in ear divide neste artigo seu conhecimento e praticas no manejo e mixagem para in ear. Leia e aproveite as dicas.

Cordenação de Frequências: As Tvs digitais estão dominando o espectro de frequências das grandes capitais tornando cada dia mais difícil usar muitos canais de sistemas sem fio necessários a realização de um show., Algumas das grandes marcas como a Sennheiser estão criando ferramentas online com uma base de dados atualizada dos canais de TV locais, esta ferramenta ajuda a coordenar o uso de frequências achando espaços livres para sintonizar seus transmissores, pena que isso por enquanto somente e possível nos EUA. Mas aqui no brasil o uso de scan dos sistemas ou mesmo um scanner dedicado diminui bastante a adivinhação e permitindo realmente o uso coordenado dos transmissores nos shows e eventos.

Antena: A maioria dos sistemas de In ear vem com uma antena omni de ¼ de onda que é o necessário para um único aparelho e com pequena distancias entre o transmissor e receptor. Já para em sistemas mais complexas com vários sistemas trabalhando em conjunto com microfones sem fio torna-se obrigatório o uso de combiners ( aparelho que combina o sinal de vários transmissores para uma única antena ), isso juntamente com antenas direcionais que por si só já dão um reforço no sinal de RF.

Temos as antenas do tipo dipolo Log-periodica ( LPDA ) , comummente conhecidas como ”barbatana de tubarão” ou ”asa de morcego” fornece 6dB de ganho no sinal e é fina o bastante para viajar na tampa traseira do rack de in ears, já uma opção mais parruda são as antenas helicoidais que proporcionam cerca de 10dB de ganho mais a vantagem da polarização circular.

Kit de Antennas

Fones Moldados: O uso de fones moldados ao invés dos universais geram enormes vantagens, ajuste confortável , vedação contra ruídos externos o que permite ao usuário passar a ouvir a sua monitoração a volumes bem mais baixos ( bons fones podem oferecer até 26dB de atenuação do ruido externo) e ainda uma reposta melhor nas baixas frequências estas características ajuda na conservação auditiva do usuário além de diminuir a fadiga auditiva

Fones Universais são geralmente desconfortáveis , e não fornecem isolamento suficiente tão pouco permanecem firmes durante toda a performance do artista, alem de não conseguir responder baixas frequências e acabam por contribuir para o uso de mais volume na monitoração.

Fones nas duas orelhas: SEMPRE, usar apenas um fone irá fazer com que o músico use niveis de volume mais altos na tentativa de igualar o nível do fone com o ruído ambiente do palco, isso vai invalidar qualquer beneficio de proteção auditiva de se utilizar fones.

 


Stereo: Ouvir uma mix stereo com alguns elementos com o pan aberto contribui para a diminuição do nível de volume do IEM, pois fica mais fácil ouvir os instrumentos individuais de uma mix quando eles estão posicionados na imagem stereo do que numa mix mono chapada. Volto a lembrar que ouvir sua mix no IEM a volumes mais baixos contribuem para a conservação auditiva

Dinâmicos: Alguns artistas gostam de ouvir uma mix completa , do tipo CD, nesses casos o uso de compressores podem ajudarnaconstrução de uma mix que caiba na janela de transmissão do sistema de IEM , principalmente se ele for analógico.
Compressão no microfone do vocalista pode pode contribuir para deixar mais evidente detalhes indesejados da performance causando uma tensão desnecessária, mas já o uso de compressão nos demais componentes da mix impede a saturação na entrada do transmissor do IEM. Já o uso de compressão multibanda no master de cada mix permite que os médios graves sejam melhor ouvidos enquanto mantem sob controle os transientes de altas e baixas frequências sob controle evitando que o transmissor entre em nível de cliping.

 

Reverber: Extremamente útil especialmente nos vocais ele contribui para que o cantor mantenha o seu próprio tom mesmo escutando a mix do IEM em baixos volumes. O uso de reverbs individuais para cada vocal permite que cada um localize a sua própria vox na mix e com isso mantenha a sua afinação. Uma dica os reverbs soam melhor stereo que mono, em situações de poucos canais use as saídas direct out para alimentar o in do reverber e mantenha o retorno do efeito em stereo.

Faça seu dever de casa: A maioria dos artistas não tem a minima paciência para esperar que você configure sua console de monitor e levante as mix de monitor do zero, portando antes da passagem de som ou ensaio adiante o máximo que puder, ajuste ganhos, filtros de passa alta, Equalização básica , compressão nos canais necessários, e programe os reverbs. Levante uma mix básica nas vias. Na hora faça os ajustes necessários para cada um isso fara com que a confiança entre os músicos no seu trabalho cresça. Afinal ninguém gosta de passagens de som demoradas.

 

Comunicação: O advento dos In ears passou a gerar novos desafios referentes a comunicação entre técnicos e banda. Uma solução para aprimorar a rede de comunicação é utilizar microfones dedicados para agilizar a comunicação e com isso aprimorar a mix de cada musicode forma rápida e pratica. O ideal e ter microfones para a equipe de roadies , e a depender do tamanho da banda pode ter microfones para os membros da banda. O uso de gates de acionamento via infravermelho como o PB-05 da Optogate irá servir para mutar os microfones da banda quando não estiverem usados, para a equipe técnica pode se usar microfones com chaves ON/OFF. Não esqueça de avisar ao seu parceiro de PA para nunca abrir esses microfones, e coloque um microfone de talk back para falar com os músicos e equipe, parece trabalhoso mas o ganho em eficiência compensa o trabalho.

Opto Gate PB-05

Referencia de Monitoração: Ter uma referencia correta do resultado das usas mix e a chave de um bom trabalho, sistemas de in ear sem fio stereo analógicos tem resposta de frequência e separação do stereo limitadas. Portanto monitorar as mix direto na console não irá refletir o resultado da mix transmitida pelo sistema sem fio do in ear. A situação ideal é usar o mesmo sistema de in ear e fone usados pelo arista principal e banda ( o ideal seria que todos da banda usem o mesmo tipo de fone )

Os sistemas top de linha Sennheiser e Shure possui a função MONITOR MODE no qual você pode programar e fazer o cue de até vinte frequências / músicos num mesmo bodypack. Uma função muito útil para quem faz monitor.

Texto de Mark Frink é um engenheiro de monitor veterano no usos de IEM e escritor free lance de tecnologia no site PROSONDWEB.( traduzido e adaptado por Lazzaro )

Fonte: PROSOUNDWEB.

 

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