Mesas Digitais – Geração 2.0

 

O mercado está repleto de novos lançamentos com modelos de mesas digitais para todos os nichos de mercado e bolsos, mas é notório que estamos entrando na geração 2.0 das mesas digitais e quem estiver antenado já deve ter notado que as marcas estão caprichando na interface com o usuário , usando um fluxo de trabalho ( WORKFLOW ) mais intuitivo.

Contudo para os usuários as mesas digitais são como as caixas pretas da aviação ou seja ninguém sabe ao certo como funcionam por dentro , mas todos tem certeza que que elas são indestrutíveis.

A intenção deste artigo e abrir a caixa preta e entender como internamente funcionam as mesas digitais:

As mesas digitais não são nada mais que computadores industriais que nos ajudam no nosso trabalho, que é mixar música, permitindo a agilidade e automações de processos, porém as mesas digitais não são indestrutíveis e precisam ser cuidadas e entendidas como tal. Se você não deixa cair seu laptop porque sabe que isso vai danificá-lo porque então você cuida da mesa digital como se ela fosse um tanque de guerra ? Lembre se , dentro dela existem conectores, placas de DSP, e as mesas de primeira geração possem um HD interno, lembre que anos atrás o custo de memórias FLASH era alto.

Portanto o primeiro ponto a se repensar é como transportar , cuidar e revisar as mesas tendo em mente que elas são computadores, e sofrem com vibrações , poeira e variações de tensões.

Ué se elas são computadores…

Isso mesmo que você pensou, se a mesa de áudio é um computador, dentro dela não trafega áudio.
A partir do momento que o aúdio entra num equipamento digital ele deixa de ser áudio e passa a ser uma sequencias de ZEROS e UNS que passam a representar matematicamente o áudio que foi captado pelo seu microfone ou DI , neste ponto do texto creio que colocaremos um paradigma por terra.

Diagrama de Blocos Mesa Digital
Qual a importância do PRÉ na mesa digital, se quem transforma o áudio em informação digital é o conversor AD ( analógico para digital ) na situação que você tenha um pré de 1000 dólares e um conversor de 100 a qualidade do áudio convertido vai ser determinado pelo conversor usado e não pelo pré, existe uma máxima em TI, que o que determina a qualidade de seu sistema é seu elo mais fraco. É fato que as mesas mais caras tem a OBRIGAÇÂO de serem melhores que as mais baratas. Usando uma analogia comum no mundo dos computadores todo moleque sabe que um computador vendido nas lojas de departamento não servem para jogar o último game lançado no mercado, para isso a máquina tem que ser montada com que há de melhor.
Para o mercado internacional fica clara a aplicação de cada modelo de mesa digital lançada e qual seu nicho de mercado porém nosso Brasil continua um país tropical em que as aves que aqui não gorjeiam como lá. E por mais incrível que pareça ainda comparamos equipamentos como mesas digitais usando um único parâmetro. A cada novo modelo a pergunta que mais se ouve é: “ E o PRÉ é bom “ será mesmo esse o parâmetro determinante da qualidade de uma mesa digital ?
Muitos outros parâmetros podem servir para definir o avanço tecnológico de um novo modelo: Qual o processador, se ele é ponto fixo ou flutuante, quais conversores ela utiliza e etc …
A seguir tentarei abordar alguns pontos para se conceituar uma mesa digital :


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Filed Under: ArtigosLazzaro

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