O ÁUDIO na ATUALIDADE, CONHECIMENTO OU HIPOCRISIA

 ALL PLUGINS

É verdade que a cada dia mais se ver pessoas afirmando questões, no áudio, que nunca viveram, onde no máximo de experiências, que estas têm, geram conceitos baseados em “achismos” recebidos de terceiros ou de fontes superficiais. Não existe a experiência real e própria para se ter uma verdadeira opinião, seja ela de satisfação ou insatisfação, principalmente se o assunto é plugins.

Não sei o que acontece, mas pessoas que nunca viveram uma experiência com uma marca, mas por esta ter feito muito sucesso com equipamentos muitos referenciados no passado, e também na atualidade, acabam montando mundos paralelos de informações baseadas em achismos ou expectativas de terceiros. Vamos a exemplo a console XL8 da Midas, quantos realmente puderam ver este equipamento em uso? Quantos já puderam utilizar este equipamento?

É muito engraçada esta questão, pois se visualiza muitos comentários em  redes sociais com elogios e críticas de pessoas que nunca colocaram a mão no equipamento origina em que se baseou a emolução do mesmo, ou seja o dito plugin. Será que existiu oportunidades suficientes para tecer uma experiência e afinidade suficiente para dizer-se algo responsável sobre este?

O fato é que o que mais vale a sonoridade ou os recursos? O correto é que para cada trabalho um destes dois pontos poderão ser o sucesso da mixagem, pois dependendo da situação, o recurso quem trará a solução, enquanto para outros casos, a sonoridade que será priorizada.

Por falar em sonoridade, quantos realmente utilizaram e criaram intimidades com os equipamentos da Soundcraft, da DiGiCo, Allen & Heath e SSL para poder dizer algo verdadeiro e que somente quem é usuário sabe dizer? E as Yamahas? Reclama-se tanto de M7CL e LS9, mas não entendem que sem manutenção até o próprio corpo acaba parando. Agora quando estas chegaram no mercado, tinha muita gente abandonando analógicas e dizendo que estas é que são as tops, já hoje a maioria destes tem em seus riders: NÃO USAMOS M7CL e LS9.

É incrível como pessoas falam da VENUE que somente os plugins básicos que vem na aquisição da console são suficientes, enquanto outros indicam que o equipamento só presta se estiver carregado com o Bundle: SuperUltraMegaBlasterFull. O mais interessante é que existe quem faça um trabalho de excelência com um Reverb e um Delay, enquanto outros carregam a página com os racks por completo, onde na realidade não sabem, de verdade, como funciona estes vários inseridos. Assim como também tem quem use realmente estes Bundles completos e fazem um maravilhoso espetáculo.

Voltando aos outros consoles, a pergunta que sempre aparece em todos os Workshops da Midas é se a console aceita plugin. Se plugin fosse algo tão ruim, por causa de quê foi desenvolvido dispositivos que disponibilizam possibilidades do uso deste com Yamaha, DiGiCo, A&H e Soundcraft. É entendido que muitos dispositivos foram criados para se fazer uso de outra forma, a exemplo a x32 e o Card XUF ou então as My16AT com MAudio Lightbridge nas Yamahas.

E agora a nova placa disponibilizada para Midas e demonstrada na feira (AES EXPO BRASIL 2014), não seria uma futura possibilidade de também utilizar plugins nestes equipamentos? O Waves Native é uma ferramenta maravilhosa para quem gosta, enquanto para outros é motivo de muita crítica. No geral, quem está certo? Quem perde com tudo isto?

O áudio perde com toda esta hipocrisia, se funciona para alguns e para outros é desconfortável, quem tem direito a falar que é errado? E os editores remotos, sejam eles por computador ou dispositivos móveis, quem tem direito a falar que não presta? Pode ser desconfortável para alguns, pode ser que não se tenha facilidade de uso por falta de costume, mas as consoles não estão seguindo este mesmo padrão de redução de espaço?

Por falar em redução de espaço, já utilizaram a S3L para falar alguma coisa? Ou a SD11? E a SD8 que vem com uma camada de fader a menos, ela se difere alguma coisa em relação a outra, tirando este banco a mais? E as soluções da Midas Series PRO, quantos sabem que é a mesma console com diferenças somente em DSP e espaço físico, que o software é o mesmo? E a QU e GLD Series da Allen & Heath , quantos as conhecem? A Soundcraft tem console que controla som e luz (DMX), quantos a conhecem? Reclama-se tanto de 01v96, mas não se sabe que das consoles digitais no Brasil, a que mais se vendeu foi ela. Quantos sabem que este equipamento não foi fabricado para o uso para o ao vivo?

É preciso usar, criar uma relação antes de opinar como bom ou ruim. É preciso aprender antes de se dizer que o equipamento não faz alguma coisa. É preciso ser profissional e deixar de falar sem conhecimento de causa. A M32 ainda nem chegou, só foi mostrada ao publico que será um novo equipamento a ser colocado no mercado e já tem gente dizendo ser boa e ruim.

As marcas de hoje podem não existir amanhã, os equipamentos que hoje são os melhores, estes que as pessoas compram briga igual a religião, time de futebol e política, amanhã podem se tornar  ultrapassados, obsoletos e não por concorrentes, eles podem ser colocados como descontinuados pelo próprio fabricante que lança outro novo modelo. Preferências são feitas na base de uso, hoje tem equipamentos para todos os tipos de  trabalho, depende somente do conhecimento do usuário, do que se irá fazer e como irá fazer. As marcas estão cada dia mais se fortalecendo, a cada dia ficam mais  ricas e nenhuma delas nem sequer  quem é você.

A hipocrisia só vai acabar quando o estudo for mais importante. O foco tem que ser o áudio e não as marcas.

Reflexões pós Texto:
* Todo equipamento eletrônico tem o risco de ter problemas, seja defeito de fabrica ou defeito durante o uso diário. Neste quesito, o diferencial está no suporte técnico. Também é preciso conhecer BEM sobre isto antes de se falar bem ou mal sobre este processo.

** Eu já errei muito quanto ao assunto do texto acim, mas se eu consegui mudar meu pensamento, acredito que vocês também possam. A base de tudo é o respeito.

TBorges

      Tiago Borges
Colaborador e editor do site
Tiago Borges.NET

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Comments (14)

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  1. Vlad Gnzerla says:

    Belo texto Tiago, parabéns !

  2. Muito bom mesmo parabéns coerente e muito corajoso já ouvir tanto já vi tanta coisa relacionada a isso e a pura verdade eu uso todas lógico q temos as preferências

  3. Luis guilherme says:

    Depoi que alguns representantes e lojas comecaram a pagar jaba pra tecnico falar mal de outras marcas comecou a putaria de essa nao presta .só essa é boa .aquela yamaha tem som de plastico , o representante yamaha nao paga jaba ,vou queimar os consoles dela essa cl5 ou ql é uma m7 disfarçada ai acabou , poucos tecnicos valem o que comem .

  4. Deny says:

    Tiago muito bom, parabéns!!!
    Eu penso exatamente assim e tenho o mesmo conceito. Hj algumas pessoas nem testam os equipamentos e só porque ouviram alguém falar que nao prestam já falam, sem t nenhum conhecimento que nao prestam também!

  5. alex says:

    muito bom falou tudo melhor frase
    O foco tem que ser o áudio e não as marcas.

  6. Tinho Oliveira says:

    Gostei de sua colocacao Tiago,pois nem tudo que e bom para uns,concerteza nao e confortavel para outros.Parabens

  7. Edinho Barbosa says:

    Ótimo texto , o conhecimento é a base para se fazer um bom espetaculo.

  8. Fernando Brinco says:

    Muito bom pensamento, O respeito é fundamental sem falar do companheirismo . . .

  9. Pierre Cardin says:

    Gostei muito das palavras acima,sempre tive esse mesmo pensamento.

  10. Fernando Soares says:

    Cara , muito bom . Assino em baixo. Já ouvitambem de pessoas falando mal de outras marcas de consoles querendo dizer que a sua é melhor detalhe que é equipamento que usa ,mas vai lá ver se o áudio fica bom ? Uma lástima . Como vc comentou as pessoas só falam ,mais do que fazer um bom trabalho.

  11. Ullmann says:

    Muito bom texto.
    Alguns comentarios merecem comentarios (rs,rs)
    Inicialmente, algé ai em cima falou de JABA, não não ´da GOBOS (rs) mas sim aquela graxa que desliza da mão de uns para o bolçso de outros. Tenho visto com certa frequencias “_sumidades_” absoolutamente desconhecidas, que vão desde o pessoa que trabalha (FREE) em igrejas até pessoal de algumas casas noturnas, que dizem que so trabalham com tal modelo e oq ue ose demais tem este ou aquele defeito ou problema, mesmo sem nunca terem mexido nas ditas. Isso acontece na maioria das vezes pela total incapacidade ou absoluta falta de vontade destas pessoas em tentarem aprender algo novo, de sair de sua zona de conforto.

    O outro lance, que continua sendo um TOTAL MISTERIO, é esse lance dos PLUGINS, e ainda outro dia conversa com dois respeitaveis tecnicos sobre isso. A ideia basica do plugin SERIA reproduzir ao vivo o que se consegue em estudio, ou num cd ou dvd, mas ai é que vem minha duvida, como tentar conseguir isso se muitos desses que fazem questão dos plugins :
    1 – Jamais entraram num estudio ..
    2 – Sua mix é tão ruim, basta ouvir, que se trabalhassem com menos tralhas, possivelmente a melhora seria de 100%
    3 – Para que tanta exigencia se até bem pouco tempo atras, os caras faziam coisas fenomenais so com 3 coisinhas basicas, mas bem usada (Reverb, Delay, Compressor) ?

    Sei lá são coisas que ainda vou entender ..

  12. Fábio Barbosa says:

    Ótimo. Isso e muito bom para aquela galera que gosta de falar muito sem ter nenhuma convivência com a console tal,ou plugins tal,a galera está esquecendo de saber timbrar,de saber alinhar sistemas,e fica inventando conceitos porque fulano falou ou ouviu dizer que a console e melhor que outra sem ao menos ter visto ou usado,além de não se ligar que à a existência dos jabás ,que são aqueles técnicos levam um dimdim para colocar a marca no mercado.

  13. Marcel Paiva says:

    Parabéns Tiago. texto muito bom. e a frase espetacular. O foco tem que ser o áudio e não as marcas.

  14. Nei says:

    Otimo texto Tiago Borges infelizmente hoje existem muitos tec no mercado de trabalho que utilizam o achismo para espressar sua opinião

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