Roque Fausto: Test Drive com a Ilive da Allen Heath

 

Olá a todos para os que estão lendo este post e não me conhece sou o Roque Fausto e atualmente estou atuando como técnico de monitor para a cantora Claudia Leitte e como a maioria dos profissionais do mercado de audio fico meio perdido com as várias opções de equipamentos disponiveis hoje em dia e além das minhas duvidas ainda recebo questionamentos dos donos de locadoras e de outros téncicos sobre minha opinião sobre os mais diversos equipamentos. Os questionamentos mais comuns que escuto são;

Qual o melhor, qual o mais accessível ?
Qual o mais prático ?
Qual o mais vendido ?
Quais os mais aceitos nos riders ?
Qual Importadora / marca promove mais treinamentos, qual marca facilita mais para que os Locadores obtenham os produtos, afinal, não adianta agente conhecer treinar e não encontrar na estrada.

Baseado nesses questionamentos acima é eu iirei relatar neste texto um pouco da experiência que eu tive a semana passada no dia 29/05 no Espaço das Américas em São Paulo no show da artista com quem trabalho Claudia Leitte.

 

Minhas impressões com ALLEN HEATH I LIVE112.

Gostaria de iniciar agradecendo a AUDIO PREMIER representante da marca no Brasil, e em especial ao grande Vlademir Ganzerla, pelo seu empenho, para me disponibilizar a console antes do show em que iria testar a console,, tanto para conhecer mais sobre o equipamento, configurar a minha cena base, ajustar as mixes básicas, dinâmicos e efeitos, por sorte tive a chance de encontrar no galpão da Premier, nada mais nada mesmo quo mago do monitor no Brasil, Paulo Farat lá na Áudio Premier que também estava ajustando sua cena para a gravação do DVD do RPM, foi um oportunidade única de ouvir dicas de uma pessoa mais experiente, que está usando a console no monitor no dia a dia. Depois de tudo mais ou menos encaminhado, efeitos, dinâmicos, cores ( achei o máximo este recurso facilita muito a operação fica rapidíssima ), este encontro com prévio com a ILIVE foi muito bom mesmo porque até então é tudo para mim sobre essa console era novidadede. Este processo foi muito importante para o momento do show de verdade, de atuar no real mas, foi algo prazeroso, saber que estava sendo respeitado e tendo a oportunidade de usar, de testar o equipamento antes do momento real do SHOWTIME em que a pressão sobe principalmente nas 5 primeiras músicas, e principalmente para quem faz monitor não ter o comforto de sua cena habitual na qual você já tem tudo prontinho.

E muito importante essa iniciativa das importadoras em disponibilizar equipamentos para que você teste e no caso de consoles digitais você comfigure a sua cena base. Mas do mesmo jeito que existem empresas sérias que pensam assim algumas fazem justamente o contrário dificultando o acesso a equipamentos e produtos mas que o modelo bom seja a cada dia o padrão do mercado.

Showtime , o show tem que ACONTECER…

A emoção em fazer o show com I LIVE 112 foi maravilhosa, mas como tudo na vida tem que ser com emoção, pra começar meu rack de Ear chegou as 21:40 devido a logística de shows anteriores relizados no ACRE e em PORTO VELHO, só pra voçes leitores entenderem a pressão o show em questão era uma transmissão ao vivo para o canal MULTI SHOW que começari as 23h pontualmente, e até então nada de “SOUNDCHECK”, pra que Soundcheck ?? Essas coisas acontece exatamente nessa situação mesmo Sr Murphy atuando, mas, vamos lá, seja o que DEUS quiser, chama dali, ajeita daqui, diminui aqui, legal de lá, pra mim já foi,
comecei a checar os ears com os músicos, alguns deram logo OK, alivio a vista, outros músicos porém reclamavam “tá diferente”, “ta entupido” e eu como todo bom técnico de monitor “calmo estava, calmo eu fiquei” minha função é resolver e não ficar desesperado, Durante o meu tempo de ESPERA pelo equipamento havia levado o trombonista mais cedo para ele ouvir o
reverb ( qual o tipo ) que eu usaria com eles, ele aprovou e isto facilitou muito pois os naipes são mais dificeis de mixar, a noite já estava tudo sob controle com o soprp, já o tecladista Luciano Pinto, esse deu um trabalhinho, ele só me falava pelo interno assim: MICA, MICA ( Não sou russo mas esse é meu apelido ) minha via tá entupida, minha via tá entupida… Devido ao uso de um teclado Roland GAYA e com um compressor tão eficiente s ILIVE , jamais deixaria ele tão solto assim mas, fui soltando aos poucos e ai ele foi dizendo: Esta desentupindo achando o juste correto para o compressor tudo ficou bem . A eficiência dos dinâmicos da console é algo de impressionar.. Vamos nessa, meio caminho andado, agora tudo o que eu precisava era que a Claudia desse um “ALÒ” com o mic e o fone que também havia mudado a mix , tanto o timbre quanto o efeito que sempre uso com ela, e nada disso ocorrer, milhões de produtores de todos os lados.

Neste momento já estava implorando “Por favor gente pede para Claudia dar um ALÒ” e nada, 5 minutos para entrar no ar a transmissão MULTI SHOW AO VIVO e ai! Entrou praticamente sem testar ?? Vamos nessa, como no mundo dos monitores nada e pura tranquilidade o RF atrapalhou mais que a diferença de pré, de conversão, da concepção de mix, que havia mudado radicalmente pelo poderoso som que a console fornece, pelo menos para mim superou muito as expectativas, bseado no que sempre ouvia todos falando, geralmente muito bem do som da ILIVE mas mixar ver, usar, testar e comprovar… São outros quinhentos.
Com certeza ela vai entrar no caminhão sem medo de ser feliz.

Analisando o resultado final da minha experiençia com ILIVE 112 ALLEN HEATH digo que seu setup de efeitos é muito bacana, seus dinâmicos eficientes, a superfiçie de controle e possibilidades de configuração melhor ainda, você pode literalmente configurar o jeito que voce quer que a mesa trabalhe e o que mais me encantou foi facilidade de voce não precisar de tela / monitor para fazer o show, tudo está ao alcançe da sua mão a console tem o maior jeitão de analógica em sua superficie, conceito interessante esse diferencial faz dela uma console super rápida.

Opppps me empolguei … Voltando ao show…

Passaram se 5 músicas e aí Claudia veio ate o microfone de comunicação e fala para o diretor musical “meu efeito tá diferente, e o RF do in ear tá falhando muito”, tive que abandonar a console e mudei a Antena de lugar pouco instantes depois , a eu ouço no canal de comunicação o Luciano Pinto o diretor musical perguntar: “Claudia melhorou?” E ela sinalizou que sim, dando um alivio problema de RF resolvido. Com a tensão de um programa ao vivo mas a interferencia de RF em seu ouvido enchendo o saco e atrapalhando o desenvolvimento do show , com tudo isto foi quase impossivel para ela perceber a diferença se sonoridade da console mas, foi um show foi “TRANQUILO” diante da situação global do que aconteceu aquele dia, obvio que no show seguinte eu fui ate o camarim e expliquei tudo para ela, e ela me disse que: Hummm bem que o efeito estava diferente do normal mas, confortável, vamos testar num ensaio ta bom!??

Considerações Finais

A Ilive 112 me pareceu uma console com uma forte inclinação para ser uma das opções para os ténicos de monitor e uma console que não atraza o técnico no seu modo de trabalhar. Permitindo uma operação rapida com uma sonoridade forte com dinamicos eficientes e efeitos poderosos.

Assim que estiver rodando com uma na estrada escrevo outro texto. Acho que em breve estaremos por aqui com novas aventuras.

Saiba mais…

Roque Fausto

www.audiopremier.com.br

Ilive 112 

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