Review – Na estrada com Multicabo Digital DSPRO

 

Texto: Ivan “Batata” Cunha

No ano passando visitando a AES ,eu Ivan Batatinha e o Flávio técnico de monitor do Alexandre Pires (por coincidência eu também opero o P.a. para esse mesmo artista), nos deparamos com a novidade de uma pequena empresa formada por universitários a DSPRO, essa empresa exibia em seu estande um único produto muito interessante, um multicabo digital modular , que além do básico que era ser um multicabo, gravava em multipistas, pegamos informações do produto: catalogo, cartões do pessoal da empresa e saímos com uma pontinha de orgulho de ser um produto nacional que aparentemente nada devia aos importados que já havíamos visto na própria feira. Não sabendo que no futuro o destino faria um novo encontro com o pessoal da DSPRO.

O tempo passou e nós nos deparamos com mudanças no Alexandre, que seguindo uma tendência internacional passou a usar DUAS mesas para monitor: Uma exclusiva para o Alexandre e outra para banda e ainda a mesa de FOH, afinal eu também tenho que trabalhar!

Com essa nova configuração além das nossas consoles, também teríamos que andar com nosso multicabo, pois precisaríamos distribuir os sinais para 3 mesas em paralelo além disso havia uma preocupação, o sinal seria muito dividido, o que o que geraria uma pequena degradação do áudio. Para tentar resolver essa situação tínhamos as seguintes alternativas:

– Um multicabo convencional com 64 vias sendo 100 metros x 15 metros x 15 metros de cabo Belden, transformadores Jensen e conectores Neutrik, quanto custaria?

– Os splitters ativos seriam Klark Teknik, teríamos que comprar 05 unidades e mesmo assim precisaríamos de multicabos.

– Um multicabo Digital

Começamos seriamente a pensar num multicabo digital devido as suas vantagens, como peso e tamanho, ainda mais com as restrições da Infraero quanto a grandes volumes, restava agora optar por uma das marcas já estabelecidas no mercado, começaram os orçamentos com as importadoras para ver qual a melhor relação custo beneficio. Nesse meio tempo numa conversa com o Flávio sobre a ida a AES deste ano nos lembramos da DSPRO e do seu multicabo o DSnake. Entramos em contato com a empresa e eles foram muito receptivos, pediram que mandássemos as nossas necessidades para uma análise, uma semana depois eles entraram em contato disponibilizando um sistema para testes.

Esse mesmo sistema que foi posteriormente comprado está rodando conosco até hoje, alguns detalhes nos fizeram optar de cara pelo sistema:

– Todo o cabeamento entre os módulos do sistema e também o próprio multicabo são CAT5 (cabo comum de rede) sendo que para o FOH são dois cabos de 100 metros, isso por motivo de redundância. Com a vantagem de que se houver qualquer problema com o MULTICABO podemos achar em qualquer boa loja de informática o referido cabo para sua substituição. Afinal, “The Show Must Go On”.

– O peso completo do sistema com os módulos e os 200 metros de cabo mais o case varia entre dez e quinze quilos dependendo de quão pesado seja o case (acreditam?);

– Um diferencial que deve ser citado são os amplificadores e conversores do DSPRO DSnake, que são muito transparentes sem colorir o sinal, outro ponto levantado é a questão do nível do sinal que no software que o gerencia você tem o controle total como PAD de -20 Db, volumes em faders virtuais, mais phanton power de 48 volts,mutes, patches de entrada e saída e um gravador multipista de até 80 canais acoplado, sendo necessário apenas um laptop e um Hd externo sem ser preciso nenhum software adicional

Na estrada ele se mostrou confiável e as dúvidas que existiam no começo quanto ao seu funcionamento no dia a dia da estrada foram todas esclarecidas pelo pessoal da DSPRO. Tanto que hoje nem nos lembramos de que ele está lá, os funcionários das empresas de som já se acostumaram com o sistema e hoje esperam a nossa chegada e eles mesmos esticam e enrolam o nosso multicabo. Já que é bem menos desgastante desenrolar e enrolar 200 metros de cabo de rede do que um multicabo de 64 vias ou no caso da empresa não ter eles terem que manusear 02 multicabos de 56 vias.

Nosso multicabo é configurado da seguinte forma: 56 canais de microfone ou linha com 8 voltas de linha mais três conversores DA que ficam já instalados nos stage racks e para plugar os 56 canais nas consoles é só conectar o cabo CAT5 que vem com o multicabo e pronto!

Queria agradecer ao Murilo e ao Sergio da JMA (JMA é uma firma de sonorização) que no primeiro dia de uso do multicabo foram nos dar uma força e nesse dia um fato engraçado ocorreu, engraçado hoje, pois na hora não foi nem um pouco, como a conexão de saída do conversor DA é DB25 x XLR existe uma marcação e uma forma correta de se ligar os conectores DB25 e os XLR que são oito devidamente marcados ( de 1 a 8 ) na hora de numerar os XLR houve um descuido nosso e alguns foram marcados erroneamente, imaginem o pandemônio que foi, um tal de xingar o multicabo porque estávamos atrasados e a adrenalina a mil, mas depois de respirar um pouco achamos onde estava o erro, é claro que em NÓS (diga-se de passagem pra que lermos o manual com atenção!) e não do equipamento.

Algumas empresas que fizeram a sonorização do show atual do Alexandre Pires já viram o DSPRO DSNAKE em ação e podem dar informações sobre o funcionamento e sonoridade do multicabo em seus sistemas de som: Cochar, Som & Cia, Helisom, Menezes, JMA, Art Studio eventos, Energisom, MacAudio, Audio Company, Gabisom,Vinhedo, Som & Cia, Frangil, Loudness, Barra Som etc.

 

 

Links Interessantes:

DSPRO – Distribuição digital de Áudio
Alexandre Pires

As opinioões citadas neste review são as impressões pessoais do nosso colaborador, a GIGPLACE não opina nem indica equipamentos, este site somente leva as informações do mercado e de seus colaboradores a seus leitores e seguidores.

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Comments (4)

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  1. Luis says:

    Boa tarde…
    Eu sempre me pergunto se esses digital snake não deveriam trabalhar com um padrão diferente… algo como adat, tdif, etc
    90% do tempo, operamos consoles digitais… e o que me incomoda um pouco, são a quantidade de conversões ad/da… Se a digital snake entregasse em digital para o mixer, seriam 2 conversões a menos…
    Um abraço
    Luis

  2. Laercio Perira da Silva (Patropi) says:

    Oá meu caro amigo batata.

    Quanto tempo héin?
    Não seria mais fácil substituir o cabo de cem metros e implantar este sinal em wireless?

  3. Laercio Perira da Silva (Patropi) says:

    Olá meu caro batata.

    Sou eu de novo e já com a resposta da infeliz pergunta q fiz anteriomente.
    Òbviamente o sistema wireless não seria possível por causa do phantom power certo?

  4. Rafael Gope says:

    Luís, isso é um fator que me incomoda muito também.
    Uso consoles yamaha (ls9, dm1000 e 01v) e são mesas complicadas de se trabalhar com multicabo digital, devido ao numero de conversões.
    Se o mercado tivesse um padrão digital como adat ou madi facilitaria muito, ao invés de protocolos específicos.
    Abcs!

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