Microfones da DPA concorrem ao Oscar com “127 Horas”

Com 6 indicações ao Oscar, inclusive o de melhor trilha sonora e melhor canção e nomeado a um BAFTA e um Satellite, o filme “127 horas”, sem dúvida teve um grande destaque, e talvez o maior desafio, devido a sua produção de áudio, que ficou a cargo da empresa britânica Sound 24. Para as gravações, foram utilizados os microfones da DPA, fornecidos pela Sound Network, também da Inglaterra. A captação do áudio foi feita separadamente das filmagens, pois o ambiente das montanhas (um canyon no estado americano de Utah) era tão silencioso que o barulho da câmera rodando impossibilitava a captura do áudio simultâneo. Por isso também, os efeitos sonoros foram quase inteiramente montados na pós-produção. O mais recente filme do diretor Danny Boyle, “127 Horas”, conta a história de Aron Ralston, um alpinista que prendeu o braço numa fenda quando escalava montanhas no interior dos EUA. Uma grande seleção de microfones DPA, fornecidos pelo distribuidor britânico Sound Network, foram amplamente utilizados para registrar a tensão dramática entorno do set de filmagem. “Um filme de ação em que o herói não se move exigiu muito de sua trilha
sonora”, disse o diretor do longa, Danny Boyle.

Hugo Adams, técnico de som da Sound 24, ficou com a missão de ir até o canyon fazer toda a captação enquanto o restante da equipe esperava, no estúdio a chegada do material para iniciar um delicado trabalho de montagem, recriação e por algumas vezes criação de sons. “Eu fui para Salt Lake City e minha tarefa era gravar a ambientação em torno das montanhas durante um período de 24 horas, captar o áudio no local onde Aron Ralston ficou preso, o som de seu carro e os barulhos produzidos pela sua bicicleta”, conta Adams.

“Eu levei um par de DPA 4041 e os utilizei como os meus principais microfones devido ao seu baixo ruído de fundo e da sua transparência. Eles eram ideais para captar a sensação de “vazio” do deserto. Quando eu cheguei lá, havia um vento muito forte, então eu coloquei o 4041 dentro de um ‘wind screen’ para definir o som dos ventos do deserto aberto”, acrescentou o técnico de som.

Adams gravou diferentes nuances do vento assobiando na montanha e captou o áudio na posição em que Ralston ficou preso no desfiladeiro. “Devido à falta de espaço, tive que colocar um dos 4041 no alto do canyon e outros logo abaixo do local para gravar mais sons do ambiente. Eu usei um par de 4023 em uma configuração X / Y para microfonação próxima”, disse ele.

Os 4041 foram deixados na gravação até a manhã seguinte. Adams subiu de volta para a montanha durante a madrugada para mudar a bateria. “A noite o silêncio era quase absoluto, mas o pouco que havia de som foi muito bem capturado com o 4041: ventos suaves, a areia soprada no deserto, as asas dos insetos, todos os elementos que ajudam a compor o ambiente real do deserto americano. O dia seguinte foi bastante quieto. Então, antes do amanhecer, eu usei microfones compactos cardióides, DPA 4023, para gravar algumas atmosferas em estéreo no deserto ao redor. Depois de retirar os 4041 do canyon, eu os utilizei para a mesma finalidade”, explicou.

Adams também usou o 4041 para captar ventos e sons misteriosos que vinham de dentro da montanha e que perpassavam entre as rochas. Eles também se mostraram úteis para capturar os detalhes do vento através das folhas.

A equipe, então, colocou no ciclista (o dublê que fez as cenas mais arriscadas) um par de DPA 4060 omnidirecional miniatura para chegar perto de sons da bicicleta, saltos e derrapagens. “O benefício dos 4060 equipados com mini Windjammers é que eles podem ser colocados em qualquer lugar sem atrapalhar a ação”, conta Adams. Em seguida, ele armou os 4041 e os 4023 para a gravação de manobras e saltos. Os microfones 4023 foram utilizados como um “boom” de acompanhamento da ação e os 4041 colocados próximos aos saltos e nos pontos de aterrissagem.

A pós-produção foi realizada no Reino Unido pela Sound 24 e gravados no Anvil Studios, onde foi construída uma réplica de um canyon com 1,45 toneladas de rochas de arenito e calcário, para reproduzir o ambiente de Utah. Para esta tarefa foi utilizado um par de 4041, um par de 4060 omnidirecional miniatura, um omnidirecional 4006 e um 8011 a APD hydrophone.

“Nós usamos os 4041 para capturar todos os detalhes sutis que Glenn Freemantle (supervisor da edição de áudio) solicitava, como a textura da mão de Aron deslizando sobre a rocha, ou o som dos passos de formigas na areia”, disse Adam Mendez, integrante da equipe do Sound 24. “A baixa captação dos ruídos de fundo e o nível de sensibilidade extremamente elevado do 4041 o tornou ideal para este tipo de gravação, pois com ele é possível captar as menores nuances sonoras e ter como resultado não um ruído, mas um som verdadeiramente detalhado.

“O 4006 é o nosso burro de carga”, acrescenta Adam, e o técnico de som ainda completa: “E nós o utilizamos muito para captar passos ao ar livre, pois ele tem um som bastante focado e ainda é capaz de capturar uma grande quantidade de ar”.

Adam finaliza: “Grande parte do filme se concentra na necessidade de água por parte do personagem principal, por isso Glenn queria muitos elementos diferentes que remetessem a sons de líquidos, incluindo a garrafa e bolsa de água que Aron carregava. A maioria destes sons foram gravados com o 4060 miniatura com alta sensibilidade. Estes microfones são fantásticos para serem posicionados em lugares estranhos, pois têm a transparência DPA, baixo ruído de fundo e também são pequenos o suficiente para ficar dentro de tubos, de garrafas e até mesmo do nariz!”

fonte: Produçao Profissional Brasil

links
www.dpamicrophones.com
www.soundnetwork.co.uk
www.sound24.co.uk

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Comments (2)

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  1. camila marciano says:

    Muito bom! Só aqui nas terras tupiniquins que produção de rede NACIONAL fica com um mini-chiado no fundo! E que o áudio captado na hora é o mesmo que vai para as telinhas…

    • Thiago says:

      E, como sempre, ao invés de tomar alguma atitude, reclama de boca cheia e põe a culpa no país, como todo bom brasileiro. Depois senta no sofá com cara de indignação e liga a TV para assistir o jornal e dizer: Que absurdo!

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