O velho “empurrãozinho”…

Todo mundo tem uma história de como foi parar no áudio profissional, das mais diferentes e variadas. Bom, quando eu tocava com minha “banda” de quatro violões, todo mundo tocando a mesma coisa (hahahahaha) lá no baú do início dos anos 70, alguma coisa me dizia que eu ia gostar dessa coisa… Foi quando num belo Sabadão me aparece o Pink Floyd tocando “Echoes” na Globo, no novo programa chamado “Sábado Som” com apresentação do Nelson Motta. Fiquei paralizado!!! O que era aquilo??? Que programa era aquele que, não me lembro o horário, mas os jogos de futebol de salão (futsal é hoje, era futebol de salão mesmo), piscina, balada ou qualquer coisa que fosse, era tudo marcado “antes” ou “depois”do Sábado Som… Aí piorou, vieram outros programas com o “Califórnia Jam”, Emerson, Lake & Palmer, Deep Purple… Foi aquela injeção de som no sangue, de verdade!!! Seria sensacional fazer aquilo na cabeça de um moleque de 14 anos… Um belo dia peguei minha mesada de $ (sei lá o que) 50,00 e torrei  num vinil do The Who, no “Deep Purple in Rock” e num compacto do Paul McCartney Wings “Helen Wheels”… Acho que essa primeira fase de “som na caixa” foi um tiro certeiro, mas a grande virada veio com o “Dark Side of The Moon” do Pink Floyd e no meu níver de 16 anos quando ganhei o “A Night at The Opera” do Queen… Deus do céu, tava feita a escolha profissional… O que eram aqueles discos!!! Acho que hoje já estou na quarta ou quinta geração desses trabalhos (depois da era CD/DVD, parei de furar vinil…hahahahaha). Assistindo o “Classic Albuns” do Pink Floyd, com entrevistas do Alan Parsons (engenheiro de gravação do “Dark”) dos membros da banda, etc, dava pra ver o envolvimento, a paixão de todos, a competência daquele trabalho… Na verdade, com a devida proporção, é tudo o que eu sempre sonhei lá de moleque, uma vaga idéia do que poderia ser o mundo do áudio… Agradeço, e muito, ter vivido momentos extraordinários no stage com Milton Nascimento, Ivan Lins, Rita Lee, toda a minha fase rock’n’roll, os Free Jazz, e muitos outros nesses mais de 30 anos de profissão, num envolvimento e paixão proporcional ao que falei acima… Se a “magia” de alguma forma, sem generalizar (sempre existiram trabalhos tão mágicos e competentes quanto aqueles citados), se perdeu um pouco no mundo do “no Pro Tools arruma” (arghhhhhhh…) eu acho sensacional ter optado pelo áudio na minha vida! Um brinde ao “Sábado Som”, ao “Dark Side” e ao “Queen”, e faria tudo de novo, sem pensar duas vezes!!! Som na caixa aí…

Abraços!!!

Paulo Farat

ppointmix@uol.com.br

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Comments (1)

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  1. gabriel says:

    por acaso você sabe o nome da musica da intro do sabado som? era Echoes do pink Floyd?

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